quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Base aliada de Zenaldo derruba Passe Livre na Câmara

Estudantes ficaram assustados com número de abstenções. Foram 18.

Nossos legisladores mais uma vez deram a tônica de como usarão do exercício de seus mandatos para os próximos anos. Hoje na câmara, mesmo diante de uma platéia de jovens conscientes de seus papéis e direitos cívicos, 18 vereadores, descaradamente viraram as costas para quem os elegeu e desnudaram suas subserviências ao gestor municipal. Agiram como servos do Rei. 

Confesso que fiquei assustado ao saber que o vereador que ajudei a eleger, teve uma postura minimamente ética. Na verdade, nada ética. Acreditei naquele cidadão, porém, me decepcionei. Hoje. 

Mais uma vez, a câmara dos vereadores de Belém é a primeira a dar mau exemplo. Aliás, o fracasso da imagem da casa, reflete na presença da população nas sessões ordinárias. Ninguém praticamente procura o legislativo para acompanhar os debates e votações. 

Dá câmara as notícias mais recorrentes que recebemos relatam sobre denuncias de nepotismo, malversação do dinheiro público, cárcere privado de alunos na casa, enfim. Hoje, nosso legislativo seria o filho rebelde que só dá desgosto aos pais.

Aos 18 vereadores que propositadamente abstiveram-se de votar o projeto do Passe Livre, digo-lhes que na verdade, eles nos fizeram um bem. Afinal, a partir de agora os lobos perderam seus disfarces de cordeiro. Certo?


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Descaso: Alenquer sofre com o acúmulo de Lixo

A imagem é digna de um cenário de qualquer país da África Subsaariana. Mas ela foi fotografada em uma estrada no município de Alenquer, Oeste do Pará e enviada ao blog.

Descaso? Incompetência? Má gestão? ou tudo isso combinado?
 
O problema é antigo na cidade.

Agora, a situação tende a piorar já que, a cidade vive um clima político-administrativo conturbado. Hoje a Justiça Eleitoral do Pará cassou o mandato do prefeito do município Flávio Marreiro do PSC. A decisão foi do Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

Marreiro é acusado de abuso de poder econômico.

Estamos de olho!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

De volta!

Amigos,

Após um longo período afastado desse nosso espaço, ‘cá’ estou eu de volta.

A partir de hoje, devo me dedicar um pouco mais para escrever assuntos que nos interessam.

Espero fazer daqui, uma boa mesa de debate para todos nós!

Obrigado!


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os filhos Pobres do Pará "Grande"

Há muito se houve falar sobre o tema Divisão do Pará. Quem mora ou viveu a maior parte da vida nas regiões Sul, Sudeste e principalmente Oeste do Pará – meu caso - o assunto já é bem familiar.

Entender a necessidade da criação de novos estados no Brasil, não é simplesmente uma mera discussão territorialista, é uma necessidade premente para desenvolver social e econômicamente uma população que usufruem historicamente das mazelas que a falta de atenção administrativa proporciona.

Equipe do site G1 recentemente esteve no Pará para preparar uma série de reportagens sobre o tema. G1 ouviu o economista Celio Costa, que reuniu uma série de dados que mostram numericamente a obtusa distribuição de investimentos feitos no nosso Estado.

Pasme-se: Pelos cálculos de Celio Costa, do total do orçamento do Pará em 2010 (aproximadamente R$ 10,54 bilhões), cerca de 88% foram gastos na área do novo Pará; 8%, em Carajás; e 4%, em Tapajós, que é o maior em área.

Quando se analisam os investimentos (cerca de R$ 1,03 bi em 2010), 83,5% foram feitos no novo Pará, na região metropolitana de Belém; 11,5% (cerca de R$ 150 milhões), em Carajás; e 5% (R$ 69 milhões), no Tapajós, diz o economista com base no balanço do governo do Pará divulgado no Diário Oficial do Estado.

O que mais preciso dizer ao ser confrontado com uma realidade tão lastimável?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A TRISTE REALIDADE MARAJOARA

Para os “sábios” que se intitulam os arautos da verdade e que lamentavelmente ainda permanecem céticos a criação de novas unidades federativas no Brasil, convido-lhes a fazer uma pequena reflexão baseado em números.


Vamos ter como exemplo, o nosso querido Marajó que uma região que até agora, não foi entendida do ponto de vista socioeconômico por parte dos operadores da administração da máquina pública.


Quando falamos no Marajó - que não é uma região tão distante da Capital - não falamos apenas de um cartão postal, mas de uma geografia humana muito complexa que é maior que oito Estados Brasileiros, maior que Portugal. Marajó que acolhe mais de 500 mil habitantes e que ainda agrega bolsões de pobrezas lastimáveis. Para se ter uma idéia, o último levantamento feito pela Justiça eleitoral do Pará apontou que mais de 85% dos adultos mal sabem assinar o nome, ou seja, são analfabetos funcionais.


Agora, se isso, acontece em áreas mais próximas a Belém, imagine em regiões aonde as dificuldades de acesso são mais delicadas como Oeste e Sul do Pará.


Ainda citando os números Marajoaras, 75% da população do Marajó não tem acesso a água tratada; metade da população não tem energia elétrica em suas casas; que dizer, o que é isso? Seria uma áfrica subsaariana no meio da Amazônia? Como pode uma região com um potencial turístico extraordinário, permanecer sustentando números tão africanos?


Vota pela NÃO criação de novos Estados, quem tem uma visão míope do que é o Pará. São os chamados egocêntricos, parvos, ardilosos, quem não conhecem o Estado em que vivem, gente que prefere viajar para o sul maravilha ao que conhecer a realidade desse Pará marcado pela desigualdade.


Torço pelo desenvolvimento da Amazônia e sei que para isso, a gente precisa criar. Criar o Tapajós, criar o Carajás e mais do que isso, criar o novo Pará, com menos miséria, menos desigualdade, quer dizer, precisamos olhar de maneira igual os nossos desiguais.


Ahhh!!! e só para não parecer que sou um eterno teimoso carrancudo, tenho uma boa notícia, também sobre que Marajó, aliás, que muita gente não sabe. Metade do Açaí consumido no mundo sai do Marajó.


Tá na hora de sair do “mundo da Lua”. Dia 11 de Dezembro é dia de votar SIM.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

1 Bala e uma Vida perdida...

O dia 1º de Dezembro de 2010 vai ficar marcado na vida dos pais do menino Deivison Corrêa, de 11 anos. A criança foi atingida por uma bala perdida, na periferia de Belém, quando participava de uma atividade escolar nas ruas do bairro.

A morte da criança aconteceu no momento em que policiais e bandidos trocavam tiros numa das ruas mais movimentadas daquele bairro.

A equipe do SBT, captaneada pela Jornalista Célia Pinho registrou uma imagem chocante. O pai de Deivison, ficou desesperado quando recebera a notícia de que o corpo do seu filho seria levado pelo carro de remoção de cadáveres.



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