segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

PREFEITO JOÃO DAMASCENA PEDE AJUDA PARA GOVERNAR ALENQUER - O pedido foi feito durante um encontro com a colônia Ximanga em Belém

O prefeito de Alenquer João Damascena Filgueiras (DEM) participou na quarta-feira, 18, de um encontro informal com alenquerenses radicados em Belém. A reunião não estava na agenda oficial do prefeito, mas o gestor concordou em participar do jantar, garantindo que o momento seria oportuno para conquistar apoio administrativo para o seu terceiro mandado à frente do município Ximango.

O prefeito abriu o encontro pedindo apoio de todos os profissionais alenquerenses para ajudar com boas idéias para a sua administração. João Piloto - nome usado em suas campanhas – declarou que durante seus oito anos que esteve à frente da prefeitura ximanga, nunca recebeu apoio dos filhos da terra que moram na capital. "O que sempre recebi ao longo dos oito anos de governo foram muitas críticas e palavras que nunca ajudaram minha administração", disse João Piloto. "Eu preciso do apoio de cada um de vocês que aqui participam desta reunião, pois sei que ouvindo-os, terei boas idéias e com isso conseguirei desenvolver um bom trabalho, que aliás, é o que espera nossa população" disparou o gestor.

Além do prefeito, participaram da reunião o Jornalista e Radialista Isaac Senna, o economista Roberto Mesquita, os agrônomos Aroldo Mesquita e Francisco Carneiro, o engenheiro civil Edmar Batista, o veterinário Tarciso Mesquita, o técnico em comunicação Renato Bezerra, José silvestre, ex-funcionario da sudam, além do marítimo e assessor da prefeitura de Belém Itamar Lopes que coordenou o encontro.

Durante a reunião que aconteceu no restaurante Higashi, localizado no bairro do Marco, o prefeito João Damascena ouviu muitas sugestões de assuntos considerados estratégicos para o desenvolvimento da cidade, que há décadas vive um engessamento em sua economia local. Para o agrônomo Francisco Carneiro, Alenquer precisa se desprender do que ele classificou como um "círculo vicioso", que é o fato de os repasses federais, ser a única fonte de recursos para investimentos na cidade. "Alenquer precisa trabalhar com o que possui, que é o setor primário", disse Carneiro. "Precisamos incentivar a nossa agricultura, desenvolver projetos sustentáveis, tudo em parceria com o setor que efetivamente garante renda e receita para a cidade" concluiu.

João Dasmascena declarou-se otimista com as propostas apresentadas ao longo da reunião. Mas, adiantou que terá dificuldades em colocá-las em práticas, uma vez que a prefeitura, segundo ele, encontra-se com pendências no Cadastro Único de Convênio (CAUC), uma espécie de SPC dos entes federativos. "Corremos o risco de estarmos na lista de municípios que podem ter suspenso o repasse de verbas federais voluntárias" garantiu preocupado Piloto. "Mas graças a Deus, o presidente Lula concordou em parcelar essa dívida das prefeituras e por isso, estamos mais otimistas", declarou.

Na opinião do ex-secretário de administração do governo do Estado, o advogado Carlos Kayath, nesses casos de prefeituras com pendências financeiras com o Governo Federal, qualquer novo prefeito deve tomar cuidado para evitar dores de cabeça futuras, devido à 'herança' que pode ter sido deixada pelos gestores anteriores. "É preciso pedir uma auditoria logo nos primeiros dias da nova administração, e de preferência pelo próprio Tribunal de Contas dos Municípios", aconselha. 'Há muitos municípios e não só Alenquer com dívidas junto ao INSS e a administração é impessoal. É preciso levantar tudo isso', completa.

Ao final do encontro o prefeito agradeceu a opurtunidade de ouvir e expor as idéias, e manifestou a intenção de que outros debates semelhantes sejam agendados em outras oportunidades.

Na quinta-feira, 19, João Piloto teve uma segunda reunião com alenquerenses na sede da Associação dos Municipios da Calha Norte, onde teve a oportunidade de conversar com o empresário da área de educação Manoel Leite que garantiu auxílio na administração de seu novo pleito.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

MPE quer melhorias no serviço prestado por empresas de navegação

O Promotor de Justiça Danyllo Pompeu Colares, representando o Ministério Público do Estado do Pará (MPE), expediu uma recomendação às empresas que prestam serviços de navegação no município de Alenquer. O objetivo é melhorar as orientações dadas aos passageiros sobre o uso de equipamentos de segurança, e tornar as normas de acessibilidade mais conhecidas.

Durante o período de inverno, a freqüência das chuvas provoca um aumento na ocorrência de tempestades tropicais, o que torna as viagens de barco mais perigosas. “Os usuários do serviço de transportes fluviais, na condição de consumidores de serviço primordial, têm direito a informações e instruções sobre utilização de equipamentos de segurança, essencialmente colete salva-vidas”, afirma o Promotor.

Assim, o MPE recomenda que a partir de 9 de fevereiro, as empresas de navegação que operam em Alenquer, tanto linhas locais quanto regionais, todos os dias de viagem antes da partida da embarcação, ofereçam instruções de segurança aos passageiros. O MPE também pede que sejam dadas as instruções sobre o uso do colete salva-vidas, e que o número de coletes esteja de acordo com o número de passageiros. E solicita, ainda, que os proprietários das embarcações evitem fazer viagens com superlotação.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Pesquisa deixa o sonho da criação do Estado do Tapajós mais distante

A proposta de divisão territorial do Pará seria inviável. É o que aponta o estudo "Custos de Funcionamento das Unidades Federativas Brasileiras e suas Implicações sobre a Criação de Novos Estados", realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa foi encomendada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), com o objetivo de avaliar o impacto econômico e social que a criação de novos estados acarretaria no país.

Segundo os dados divulgados pelo Instituto, se Carajás, Tapajós e Xingu fossem criados, os novos estados, somados, ficariam com um terço do PIB (Produto Interno Bruto) paraense e com 29% da população estadual. Os gastos públicos dos quatro estados, somados, seriam 36,7% maior que o atual.

A situação mais crítica é a do estado do Xingu, que teria que gastar 100,35% do seu PIB apenas para a manutenção da máquina pública. O estado de Carajás precisaria de 22,52% e de Tapajós 39,04%. No Brasil, os gastos médios dos estados não ultrapassam 12,47% do PIB.

O relatório também destaca que novos estados criados nesta região teriam problemas populacionais. “No Norte do país, os municípios têm uma extensão territorial muito grande, mas, em geral, população pequena. Com essa configuração, os novos estados seriam pouco povoados e a maioria deles, pouquíssimo populosos”, afirma o relatório. Apenas Carajás teria densidade populacional maior que a média da região, que é de 3,80 habitantes por km².

O Ipea conclui o relatório avaliando que as proposições de novos estados “carecem de fundamentação econômica” pois alguns gastos estimados superam o próprio PIB regional. As propostas que sugeriam a criação dos estados de Carajás, do Tapajós e do Xingu já foram arquivadas, mas ainda existem movimentos regionais favoráveis às idéias.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Alenquer entre as mais pobres do Pará

A cidade de Alenquer na região do baixo amazonas está entre os dez municípios do Pará mais pobres segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatísticas. Jacareacanga, no sudoeste do Pará, é o município mais pobre, com um surpreendente PIB per capta de R$ 1.401 por ano.

Os dados do PIB municipal – O Produto Interno Bruto de 2006, divulgados pela secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças, traçam um mapa da distribuição da geração de riqueza no Estado e mostram que ela está concentrada em poucos municípios.

Dos 143 municípios do Estado, 19 sozinhos produziram 75,4%, ou seja, mais de 33 bilhões e 400 milhões de Reais, do total do PIB do Pará. Os outros 124 municípios produziram apenas 24,6% do Produto Interno Bruto do Estado.

Traduzindo em dados sociais: isso significa desigualdades na distribuição de renda e pouca oferta de serviços públicos que tem como consequência a baixa qualidade de vida nos municípios mais pobres.

Os cinco municípios com maiores participações no PIB paraense foram Belém com a geração de mais de 12 bilhões e meio de Reais (R$ 12.520.322); Barcarena, que produziu mais de 3 bilhões e 500 milhões de Reais (R$ 3.564.035); Parauapebas (R$ 2.982.433), responsável por quase três bilhões de Reais; Marabá, com cerca de dois bilhões e 600 mil Reais (R$ 2.621.407) e Ananindeua (R$ 2.465.657) com aproximadamente dois milhões e 400 milhões de Reais.

Mas quando se trata de PIB por habitante, Canaã dos Carajás, lidera o ranking: com mais de 50 mil e 400 (R$ 50.488) Reais por ano por cada morador; em seguida está Barcarena, com cerca de 46.800 Reais (R$ 46.851); depois vem Parauapebas, com pouco mais de 31 mil Reais (R$ 31.320); Tucuruí, com mais de 23.600 Reais (R$ 23.667); e Marabá, com cerca de 13 mil Reais.

Os setores econômicos que impulsam o PIB do Pará continuam sendo o serviço, com mais 57% de participação (57,5%); indústria com cerca de 33% (33,4%) e agropecuária com pouco mais de 9% (,2%).

O baixo índice de atividades produtivas indica um outro problema: os municípios onde não há investimentos da iniciativa privada como é o caso de Alenquer, dependem quase integralmente da administração pública, ou seja, são os salários pagos pelos órgãos oficiais que regem a economia.

Por isso, o desafio da “nova” administração de Alenquer, eleita pelo voto direto na eleição de 2008, será de conseguir expandir a capacidade produtiva do município com a ajuda do governo do estado.

Alenquerense em Evidência

Quem assistiu a matéria exibida pelo Jornal SBT Pará, em Outubro do ano passado, aonde o nosso conterrâneo Luiz Sena (Palitete) comentou a pesada carga tributária do estado do Pará, agora terá a oportunidade de ver, mais um alenquerense no telejornal ancorado pela jornalista Úrsula Vidal.
Dessa vez, será a vez de Itamar Lopes ser personagem de uma matéria que abordará o comportamento da Metrópole da Amazônia. A matéria será exibida na segunda-feira, 12, durante o telejornal SBT Pará, data em que Belém comemorará seus 393 anos.

O Jornal SBT Pará é exibido de segunda a sexta-feira, sempre as 12:45hs da tarde.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

NOTA

Meus caros amigos,

Aproveito esta véspera de Natal para justificar a ausência de matérias no nosso Blog. Ocorre que nos últimos dias, estive excessivamente comprometido com outras tarefas que comprometeram bastante meu tempo. Todavia, adianto-lhes que a partir de agora, voltaremos a postar informações atualizadas da nossa cidade e região.


Isaac Senna