segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Luiz Araújo faz companhia a Fernandinho Beira-Mar

O ex-radialista Luiz Araújo, condenado pela morte dos irmãos Uraquitan e Ubiraci Novelino, foi transferido na madrugada da última sexta-feira (24) para o Presídio Federal do Estado do Mato Grosso do Sul.

Acatando determinação da desembargadora Albanira Bemerguy, presidente do Tribunal de Justiça do Estado, a Secretaria de Segurança Pública o transferiu em um vôo comercial para a penitenciária, que é de segurança máxima e abriga os maiores criminoso do país, como o megatraficante Fernandinho Beira-Mar.

O pedido atendido foi formalizado pelo juiz Raimundo Moisés Flexa Ribeiro, titular da 2ª. Vara do Tribunal do Júri da Capital, à presidente do TJE, desembargadora Albanira Bemerguy, que oficiou ao secretário de Segurança Pública, solicitando providências para o cumprimento da decisão do Tribunal do Júri, nos termos da condenação estabelecida em desfavor do réu. Luiz Araújo, em seu segundo julgamento, no último dia 22 de Setembro, foi condenado a 80 anos de prisão.

Pena que deve ser cumprida em penitenciária de segurança máxima, observando as condições de deficiência do apenado. Após o julgamento, o condenado foi levado de volta para o Centro de Recuperação do Coqueiro, porque a Superintendência do Sistema Penal não conseguiu adaptar nos presídios de Americano celas para Luiz Araújo.

Inconformado com a situação, o juiz do caso endereçou ofício à presidente do TJE, que determinou providências urgentes à Susipe para o fiel cumprimento da decisão. Como no Pará não há celas que possam satisfazer a sentença condenatória, a Susipe então conseguiu no Estado do Mato Grosso a vaga no presídio que atende a essa determinação judicial. O ex-radialista foi condenado na qualidade de mandante do duplo homicídio contra os irmãos Novelino.

O crime aconteceu no dia 25 de abril de 2007, quando os irmãos foram atraídos para uma suposta reunião na sede da empresa Service Brasil, de propriedade de Chico Ferreira, também condenado a 80 anos. No local, os irmãos foram imobilizados, espancados e estrangulados com um pedaço de mangueira e depois atirados na baía do Guajará.

No dia seguinte, o caso começou a ser desvendado depois da localização do carro das vítimas, um Corolla preto que estava sendo desmanchado no sítio “Gueri-Gueri”, pertencente ao ex-radialista Luiz Araújo. O advogado da família Novelino, Antônio Neto, disse que a decisão da Justiça em transferir o ex-radialista para outro Estado deve ter sido feita em função das ameaças que ele vinha fazendo.

“Com a transferência, a família Novelino vê que a Justiça está atenta ao caso”, disse o advogado Antônio Neto. Mesmo preso em Americano, um outro preso denunciou que o ex-radialista havia arquitetado um plano para mandar matar os responsáveis por sua condenação.

Segundo o presidiário que denunciou a trama, Araújo teria pedido emprestado a Chico Ferreira R$ 15 mil para a execução do plano, chegando, inclusive, a intermediar contatos com pistoleiros de Curitiba (PR) e Redenção (PA).

Fonte: Diário do Pará

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Luís Araújo é transferido para penintenciária em Mato Grosso

O ex-radialista Luís Araújo, condenado pelo envolvimento no assasinato dos irmãos Ubiraci e Uiraquitã Novelino, foi transferido na madrugada desta sexta-feira 24, para uma penitenciária no estado do Mato Grosso.

O pedido foi formalizado pelo Juiz Raimundo Moisés Flexa e autorizado pela presidente do TJE do Pará, desembargadora Albanira Bermeguy.

Segundo informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública, Luís Araújo foi transferido em vôo comercial.

O advogado do ex-radialista, César Ramos, disse por telefone, que nem ele nem a família do preso foram comunicados da transferência de seu cliente.

Luís Araújo foi condenado a 80 anos de prisão em abril do ano passado. A setença foi confirmada em um novo julgamento realizado no final do mês de Agosto deste ano.

UFOPA: Comissão discute modelo acadêmico da nova universidade

Ontem (23) foi realizada mais uma reunião para discutir medidas sobre a implantação da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Representantes das instituições de ensino superior estão trabalhando em um projeto para a criação de um instituto de ciências humanas e sócio-econômicas.

Como parte do processo de implantação da UFOPA, membros da comissão estão discutindo o modelo acadêmico da nova universidade.

Na reunião, representantes de instituições de ensino superior de Santarém apresentaram demandas e sugestões de cursos de graduação e pós-graduação a serem implantados.

Através do levantamento será possível estabelecer parcerias.

Nós estamos convidando pra conhecer quais os cursos que as instituições locais estão ofertando, as vagas existentes, as demandas e também as parcerias que nós poderemos criar para a pós-graduação", disse Marlene Escher, coordenadora da UFPA.

Com o objetivo de realizar ações de extensão articuladas à pesquisa e ao ensino, a comissão sugeriu a criação de um instituto de ciências humanas e sócio-econômicas, oportunidade de os acadêmicos serem capacitados.

Em novembro, essa proposta deve ser mostrada a comunidade.

Até dezembro, toda a estrutura acadêmica da nova universidade deve ser apresentada ao Ministério da Educação.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

'MAIOR PONTE DE MADEIRA DO MUNDO' É ALVO DE AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

A ponte sobre o rio Curuá que mede 360 metros e pode ser a maior feita inteiramente de madeira em todo o mundo, é alvo de disputa judicial no interior do Pará e, segundo o Ministério Público Estadual, pode até ser derrubada caso fique comprovado que causa danos ambientais.

A ponte se localiza no município de Alenquer, Oeste do estado e foi construída pela prefeitura sobre o Rio Curuá, como parte da rodovia PA-254. O prefeito da cidade, o médico Cleóstenes Farias, é o primeiro a reivindicar para a obra o título de "maior do mundo". "Pedi para fazerem uma pesquisa e não encontramos ponte maior. Há uma comparável no Canadá, mas ela é parcialmente feita de concreto", orgulha-se. Ele pretende inscrever a ponte para constar em um livro nacional de recordes. "Seria o caminho para depois entrar no Guinness Book" explica, acrescentando tratar-se de "uma ponte muito linda".

A obra é alvo de ação civil pública por falta de estudo de impacto ambiental. O Ministério Público Estadual requisitou documentos ambientais que comprovem que ela pode permanecer no local. O caso foi informado antes ao blog e mais tarde ao site Globo Amazônia por um leitor que condena sua construção.

O promotor do MPE do Pará Danyllo Colares, que atualmente acompanha o caso, afirma que a prefeitura tem até a primeira semana de novembro para apresentar o estudo, do contrário será multada e terá de pagar a uma empresa para que o realize. De acordo com Farias, todos os documentos foram entregues. "Pedirei multa pelo atraso na entrega do relatório", adverte o promotor, ao reafirmar que a documentação não foi apresentada.

O antecessor de Colares em Alenquer pediu liminar para interromper a obra antes que fosse concluída, mas quando a Justiça emitiu decisão a respeito, ela já estava pronta. Farias confirma que acelerou a construção para evitar a paralisação por ordem judicial. "Soube que tinha uma ordem judicial para fiscalizar a ponte no dia 20 de abril. Então a inaugurei no dia 19", conta.

De acordo com Colares, por ser muito baixa, a ponte pode ter prejudicado populações ribeirinhas, já que não conseguem mais passar de barco pelo local. A regularidade da procedência da madeira usada em sua construção é outra questão que precisa ser esclarecida.

"Na Amazônia temos madeira para dar e vender, então pudemos fazer essa ponte", argumenta Farias. Ele explica que a empresa que executou a obra recebeu madeira doada por moradores da região, que assinaram autorizações para que árvores fossem extraídas de suas propriedades. Em troca, a prefeitura faria melhorias em estradas da região. "Ela é 100% de maçaranduba. Essa madeira, se botar na água, daqui a mil anos ela ainda está normal", conta o prefeito. "Você pode encher a ponte de ponta a ponta de caminhão, que ela não cai", garante, destacando que a construção ainda possui uma ciclovia.

"A ponte deveria ser feita de alvenaria, mas estavam há 30 anos prometendo e não construindo. E agora foi feita, com recursos próprios", acrescenta Farias. Segundo ele, o custo foi de, no máximo, R$ 500 mil. O prefeito defende que a construção era uma melhoria necessária para a infra-estrutura local: "A ponte interliga seis municípios da Calha Norte: Oriximiná, Óbidos, Curuá, Alenquer, Monte Alegre e Prainha". Farias critica as restrições ambientais a obras desse tipo. "Hoje gastam-se milhões para preservar um macaco, mas não se gasta um centavo para preservar o ser humano", comenta.

O prefeito afirma que a ponte tem ampla aprovação popular, mas, apesar de tê-la construído, não conseguiu se reeleger no último pleito. Ele atribui a derrota nas urnas a uma fraude. "Vamos pedir a anulação da eleição", anuncia. Mesmo que não consiga reverter a situação, Farias ainda ocupará o gabinete até a audiência em que deve apresentar o estudo de impacto ambiental da ponte à Justiça, em novembro.

Fonte: globo.com


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Em meio as lamúrias, há também tempo pra festa

Foguetes já são rotina nas comemorações que vêm depois da guerra eleitoral.

Mas em Alenquer um hits musical é a sensação do momento. Desde as 22 horas de Domingo, com pouco mais da metade dos votos apurados, até agora, não param de cortar as ruas da cidade veículos com som amplificados tocando bem alto a música “A Rural”, de Neo Pinel.

Para quem não conhece, é aquela regravada pela Roberta Miranda, cujo primeiro verso diz: “arruma a mala aê...”.

Fontes muito seguras garantem que somente uma loja na Lauro Sodré reproduziu mais de 50 CDs a pedido de populares. Aliás, as lojas que vendem malas na cidade estão comemorando. Dezenas de motoristas e motoqueiros anda para cima e para baixo arrastando uma mala, em referência à música, que você pode baixar no seguinte link: http://www.4shared.com/account/file/41747854/729c481e/A_rural

O triste dever de saber perder...

Quando a propaganda eleitoral disfarçada de institucional falhou, a nomeação indiscriminada de cabos eleitorais mantidos pelo erário falhou, a campanha infamatória contra diversas famílias ximangas através de pasquins falhou e o indisfarçável uso da máquina pública para arregimentação de votos falhou, candidatos derrotados nas eleições de domingo passado em Alenquer apelam para um 2º turno no tapetão.

Esta manhã o assessor de imprensa do prefeito Farias, Kabi Martins, amanheceu convocando eleitores através da rádio ximango. Pedia o comparecimento de todos os que recadastraram seus títulos e não conseguiram votar. O intuito é recolher assinaturas para tentar anular as eleições. Coitadinho... mal conhece as regras eleitorais!

Em dado momento, Kabi Martins colocou em dúvida a lisura das eleições, insinuando que a Justiça eleitoral havia favorecido a coligação vencedora, o que se constitui acusação cuja gravidade talvez escape à compreensão do locutor, ainda sob o choque da derrota, que não era de todo inesperada.

Segundo informam diversas fontes de Alenquer, as carreatas já davam claros sinais de que João Piloto seria eleito, havendo até participação de pessoas mascaradas, por serem funcionários da prefeitura com medo de retaliação.

É bem verdade que na cidade havia muito mais bandeiras do Farias do que de João Piloto, mas as pessoas ligadas à coligação vencedora atribuíam isso a dois fatores: muitos funcionários da prefeitura eram obrigados a colocar bandeiras e cartazes não só nas suas casas, mas também nas de parentes e a fartura de recursos financeiros do candidato à reeleição.

Como em Alenquer nada surpreende em termos de alianças, desde ontem são vistos trançando a cidade no mesmo carro os presidentes do PT (candidata Áurea Nina) e do PR (candidato Farias). O objetivo seria anular as eleições.

O blog entrou em contato com um grande amigo que fez parte da coordenação da coligação vencedora, que relatou o seguinte: Estão dizendo que houve compra de votos, mas nós não tínhamos dinheiro nem para bancar o envio de fiscais para o interior, como iríamos comprar votos? Não tínhamos mais bandeiras e cartazes na cidade porque embora a procura fosse grande, o material acabou cedo."

Sobre o segundo turno no tapetão, com muito bom humor esse mesmo amigo me disse que esse é um exercício do "jus sperniandi". Instado a explicar, esse amigo disse: "Isaac, é o Direito de Espernear. O artigo primeiro do código dos vencidos diz que é garantido a todo derrotado o direito de chorar sua derrota".

Quem não deve estar gostando nada da forma com que estão esperneando são o promotor e a juíza eleitoral do município. Eles ouviram atentamente as acusações de Kabi Martins e deverão pedir judicialmente que prove as denúncias de favorecimento.

Sempre vemos somente a manifestação dos vencedores, o que torna curioso saber como reagem os derrotados. Segundo se comenta na cidade, na casa do prefeito uma mesa nocauteada a socos e tudo o que havia nela foi ao chão.

Há também muitos relatos de pessoas que teriam visto alguns assessores como Kabi Martins e Renato Jardim chorando copiosamente. É... parece que ao contrário do que muitos pensam eles também são sensíveis.

Mas vamos ponderar né gente! Afinal, paradoxalmente ao que diz o provérbio, "Quem não mama, chora com certeza"....